5 de Junho de 2020

Em abril, os investimentos apresentaram desempenhos positivos recuperando parte das perdas ocorridas em março, com a melhoria nos indicadores de mercado e no entendimento dos impactos da crise.

Sem exceção, todos os planos de benefícios da BRF Previdência superaram suas metas. No entanto, o impacto do mês anterior ainda reflete nas rentabilidades acumuladas no ano. Em 36 meses, os planos II (Classe BD) e FAF se mantêm acima de suas metas.

As rentabilidades dos investimentos dos planos em 2020 até abril com retornos abaixo das metas estão apresentadas no gráfico adiante.

Destaques 

O destaque positivo ficou por conta das ações com a retomada do mercado acionário em abril. O índice IBOVESPA, que representa as empresas mais negociadas da bolsa brasileira, valorizou 10,25% no mês, acumulando perda de -30,4% no ano.

Na renda fixa as rentabilidades também foram positivas. O IMA-B, índice composto pelos títulos públicos atrelados à inflação (NTN-B), se valorizou 1,31% em abril, melhor resultado mensal em 2020.

O cenário ainda é de incerteza, exigindo prudência na gestão com monitoramento dos riscos, mas buscando oportunidades. Cabe ressaltar que a liquidez dos planos permanece elevada, garantindo capacidade de pagamento dos benefícios aos participantes.

Cenário de risco em função do aumento da volatilidade 

Frente à atual anormalidade com extremas variações de preços de ativos financeiros, em especial a ocorrida em março, os níveis de risco de mercado (medidos pela métrica Valor em Risco - VaR) verificados nos Planos nos meses de março e abril estiveram superiores às orientações das Políticas de Investimentos.

O monitoramento do risco de mercado é realizado em conformidade com legislação e melhores práticas de mercado.

Veja descrição sobre risco de mercado nas Políticas de Investimentos 2020-2024

“Em atendimento ao que estabelece a legislação, o acompanhamento do risco de mercado será feito por meio de ferramentas estatísticas: (i) Value-at-Risk (VaR) ou Benchmark Value-at-Risk (B-VaR) e (ii) Teste de Estresse.

Cabe apontar que os modelos de controle apresentados nos tópicos a seguir foram definidos com diligência, mas estão sujeitos a variações típicas de modelos estatísticos frente a situações anormais de mercado.”

Ocorre que os valores obtidos para o VaR não estão associados a aumento de riscos por mudanças nos portfólios com ativos mais arriscados, mas sim às variações intensas dos preços dos ativos influenciadas pela crise. O mesmo portfólio no início do ano apresentava risco de mercado com valores muito inferiores às orientações das Políticas.

De qualquer forma, as variações dos preços e, portanto, os riscos de mercado, no mês de abril foram menores do que março. Assim, é esperado que com a retomada das atividades, a volatilidade no preço dos ativos se reduza e a medida de risco por VaR fique novamente compatível com orientações das Políticas.

A evolução dos valores mensais obtidos para o risco de mercado (valor em risco - VaR) neste ano e o indicativo por Plano em cada Política de Investimentos (P.I) em vigor estão na tabela adiante (em % de recursos no segmento Renda Variável e em % do total consolidado de recursos). 

Principais assuntos 

Cenário Global 

  • Os planos de reabertura de algumas economias fizeram com que os mercados se recuperassem em parte
  • Nos EUA, desaceleração de novos casos diários
  • Recuperação dos mercados por programas monetários e fiscais em diversos países
  • O mercado de ações americano liderou recuperação, destaque para setores de tecnologia, consumo básico e saúde

 Cenário doméstico

  • Situação fiscal do país em maior risco com menor arrecadação e crescimento, aumento de gastos por suportes financeiros às pessoas e empresas e aumento de dívida pública
  • As políticas compensatórias (fiscal, monetária e crédito) terão papel crucial na economia
  • Relação conflituosa, Executivo, Judiciário e Legislativo
  • Trocas nos Ministérios da Saúde e Justiça e associação com partidos
  • Redução da taxa básica de juros com inflação controlada no curto prazo
  • Mercado já prevê queda no PIB de -5,89% em 2020
  • Quantidade significativa de casos de COVID-19 no Brasil


Fonte: BRF Previdência